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Nelson Ribeiro: "Jornalismo, coragem e democracia"

Thursday, April 23, 2026 - 09:42
Publication
Observador Online
Tendo em conta os avultados investimentos de Estados, grupos terroristas e grupos económicos na desinformação, como poderão os meios de comunicação combatê-la?

Num período em que assiste a uma regressão da liberdade de expressão em inúmeros países e a um controlo apertado dos fluxos de informação por atores políticos e agentes corporativos, trabalhar nos media, e no jornalismo em particular, é cada vez mais uma expressão de coragem.

De acordo com o relatório recente da organização Repórteres sem Fronteiras, nos últimos dozes meses foram assassinados 67 jornalistas, 20 foram feitos reféns de grupos terroristas, pelo menos 135 encontravam-se desaparecidos, e mais de 500 estavam presos. Paralelamente, tem-se assistido a um aumento exponencial das ameaças contra profissionais da informação mesmo fora de cenários de guerra, verificando-se igualmente um aumento dos ataques contra jornalistas e outros profissionais dos media no contexto da cobertura de protestos públicos, nomeadamente em vários países europeus e nos Estados Unidos.

Este cenário de risco crescente para quem procura relatar acontecimentos existe a par, mas não desligado, de um ecossistema informacional marcado pela circulação de informação falsa que contribui, de forma muito efetiva, para a polarização da opinião pública. A desinformação, além de propiciar a violência contra os profissionais da informação, está também a alterar os próprios fundamentos do jornalismo. Tradicionalmente responsável por relatar acontecimentos de interesse público e pelo escrutínio daqueles que exercem funções com impacto na sociedade e na economia, hoje o jornalismo tem uma nova função: verificar a veracidade da informação que circula online e que visa persuadir os cidadãos a tomar decisões que beneficiem grupos de interesse que nem sempre são declarados.

Leia o artigo de opinião completo no Observador, aqui.