A língua é um dos principais obstáculos à integração. É essa a experiência de Daniah Alkaram, uma jovem mãe e refugiada síria que em 2019 veio para Portugal com o filho menor. Em entrevista à Renascença e à agência Ecclesia, por ocasião do Jubileu dos Migrantes, conta que poder estudar Serviço Social na Católica é “um sonho”, apesar da guerra não permitir que volte ao seu país. E mesmo sem ter ainda a nacionalidade, diz que já se sente portuguesa.
Daniah Alkharam, de 31 anos, é uma jovem refugiada síria, aluna de Serviço Social da Universidade Católica. Tinha apenas 18 quando fugiu da guerra e de um pai opressor. Conta que os primeiros anos em Portugal foram muito difíceis, com poucos apoios. Não falar português foi a principal “barreira”, mas critica também o excesso de burocracia nos processos de legalização.
O filho, que tem hoje nove anos, fala e escreve em português, mas já teve de mudar de escola, porque na anterior não teve qualquer apoio e sofreu episódios de racismo.
Em entrevista à Renascença e à agência Ecclesia, Daniah fala do medo que sente quando ouve aviões, porque lhe fazem lembrar as bombas. Estudar em Portugal abriu-lhe horizontes de paz e de futuro.
Antes da entrevista começar a ser gravada, sublinha que mais do que “refugiada”, quer que reconheçam que é mãe e mulher e pede para ser tratada por “tu”, porque lhe facilita a compreensão em português.
Leia a entrevista completa aqui.
"Portugal é o meu país. Não tenho outro país para voltar"
Quarta, Abril 1, 2026 - 15:04
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Renascença
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