O sonho da Rádio, o meio “com a componente humana”: Teresa Oliveira e Margarida Apolinário

Sábado, Fevereiro 17, 2024 - 23:15

Para Margarida Apolinário, de 21 anos, o sonho de trabalhar na rádio começou cedo. “O meu pai ia-me levar à escola sempre a ouvir rádio.” Anos mais tarde, enquanto os seus colegas ouvem Spotify, a finalista de Comunicação Social e Cultural da UCP prefere a companhia dos seus programas favoritos de rádio, em especial o “DriveIn”.

“É mesmo um sonho. E agora tendo estudado o tema, ainda quero mais”, partilha a estudante que no dia 9 de fevereiro teve oportunidade de conhecer alguns dos locutores do Grupo Renascença, entre os quais, Teresa Oliveira. De regresso à Universidade Católica para a emissão especial do Dia Mundial da Rádio, sítio do qual guarda “muito boas recordações”, Teresa relembra os bons momentos vividos e as amizades construídas.

Já Margarida, ainda a concluir o curso salienta: “o que me marcou na Católica foi a cadeira de Rádio. Era exatamente o que queria fazer.” Do seu percurso destaca a cadeira de Comunicação Radiofónica, mas em particular a oportunidade de gravar e experimentar Rádio, através da QUASEFM, a rádio dos estudantes da Faculdade de Ciências Humanas.

E a ferramenta mais importante para o futuro com que Margarida sonha, é, segundo Teresa, a “personalidade, aquilo que se dá enquanto pessoa" para agarrar os ouvintes. Também as redes sociais como Instagram, TikTok e Podcasts são ferramentas úteis. “Hoje em dia, as pessoas mais novas têm mais acesso a muito mais informação e conteúdos, podem ser muito criativas nas redes sociais, e na vida mesmo, porque têm o mundo inteiro no bolso”.

Munida das várias ferramentas disponíveis e sobretudo de personalidade, Teresa acredita que é possível “criar uma marca do que quer que seja, e com ou sem meios, conseguir sempre ganhar público.”

Nesse sentido, é “com muita esperança” que Teresa vê a geração de jovens sonhadores que ambicionam trabalhar em rádio. E contra aqueles que vaticinam o fim da rádio, a experiente locutora recorda: “a rádio tem a componente humana que o resto dos meios não tem”. É este elemento humanizador e os “hábitos, as pessoas entrarem no carro e saberem que estão lá outras a essa hora”, que distingue este meio de comunicação, com futuro garantido por jovens como a Mariana.

Para comemorar o Dia Mundial da Rádio, celebrado a 13 de fevereiro, a Quase FM e Rita Curvelo, docente da FCH, organizaram um programa especial, com a participação dos locutores da rádio e alumni da UCP: Teresa Oliveira, Cristina Nascimento, Madalena Costa, Rodrigo Gomes, Ana Colaço, e ainda o animador Renato Duarte.