O cuidado com as palavras é especialmente sensível para Ana Margarida Abrantes, linguista e professora da Universidade Católica, em Lisboa, a autora da parte final do título deste artigo ("a linguagem da peste").
Mesmo reconhecendo que em tempo de vida ou morte esta abordagem possa parecer supérflua: " Temos vindo a assistir à generalização do uso de expressões como “distanciamento social”, “etiqueta respiratória”, “isolamento social”, ou “cerca sanitária”, que depressa se alastraram dos discursos das entidades oficiais aos media e destes às conversas de todos os dias. Se é certo que expressões como estas primeiro se estranham, é certo que logo a seguir se entranham. E num momento em que a preocupação com a saúde pública é prioridade absoluta, pareceria que a consideração da linguagem que se usa para falar desta pandemia e das suas implicações é um luxo para que não sobra tempo."
"Mas que efeitos pode a linguagem ter sobre a forma como pensamos a realidade e depois agimos sobre ela?" pergunta-se a si mesma Ana Margarida Abrantes.
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