Mais causas, menos compromissos. As figuras públicas portuguesas pouco ou nada falam de política e são escassas aquelas que assumem uma posição partidária. Manuel Luís Goucha diz que nunca se inibiu de mostrar quem apoia, já Ana Markl fê-lo este ano pela primeira vez. Falta o “apelo pop” que se vê lá fora e há um medo generalizado de perder trabalho, algo que Maria Vieira diz ter vivido na primeira pessoa. Especialistas dizem que o mercado português é demasiado pequeno para que a política compense
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“Ao posicionarem-se no partido A, quando o B chegar ao poder vão ter mais dificuldades” a nível de trabalhos, acrescenta Nelson Ribeiro, doutorado em Ciências da Comunicação e diretor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Lisboa.
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Nelson Ribeiro volta a bater na tecla do “mercado pequeno”. “Muitas vezes, [estas pessoas] têm como fonte de receita o trabalho para determinar marcas e as marcas têm relutância em expressar um posicionamento político”, diz, frisando que o inverso também acontece: as figuras públicas inibem-se de se colar a um partido ou a uma marca, como aconteceu recentemente com a Prozis, lembra. “O caso da Prozis é interessante, pois mostra como, de facto, quando há influenciadores que estão ligados a uma marca que representa causas, como é que isso os atinge. E é este cálculo que é feito por essas figuras públicas no que toca à política”, adianta o especialista em Media e Entretenimento.
Artigo completo disponível na CNN.